O médico Jorge Fares está se recuperando gradativamente da Covid 19. Foto divugação

O Hospital de Base de Rio Preto informou, nesta segunda-feira, 20 de julho, que o diretor-executivo da Funfarme, Dr. Jorge Fares, passou a respirar espontaneamente, sem a necessidade de suporte de aparelho, e está agora internado na unidade semi-intensiva. Não há previsão de alta.

Fares ficou vários dias sedado e com respirador artificial, após contrair a Covid-19. Sua recuperação gradativa é comemorada pela comunidade do complexo hospitalar mantido pela Funfarme, que inclui Famerp, HB e HCM.

Vacina

A Funfarme está cadastrando os profissionais do complexo interessados em participar dos testes com a vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech. A carga com 20 mil doses, proveniente da China, desembarcou durante a madrugada de hoje (20) no Aeroporto Internacional de Guarulhos e será levada à sede do Instituto Butantan para ser verificada. Em seguida, será distribuída aos 12 centros de pesquisa responsáveis pelo recrutamento, aplicação e acompanhamento dos voluntários. Os voluntários que poderão se candidatar ao estudo são profissionais da saúde que estejam trabalhando no atendimento a pacientes com COVID-19. Além disso, o candidato não pode ter sofrido infecção provocada pelo novo coronavírus, nem ter participado de outros estudos. As mulheres não podem estar grávidas ou planejarem uma gravidez nos próximos três meses. Outra restrição é não ter doenças instáveis ou que precisem de medicações que alterem a resposta imune.

Os testes da vacina, uma das mais avançadas do mundo, começam nesta terça-feira (21) no Hospital da Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, na capital paulista. A terceira fase de testes no HC será direcionada a 890 voluntários. Os pesquisadores do hospital vão analisar os voluntários em consultas agendadas a cada duas semanas. A estimativa é concluir as primeiras análises em até 90 dias.

Os demais 11 centros de pesquisa receberão as doses de modo escalonado. O estudo tem como meta a inclusão de cerca de 9 mil voluntários nesses centros. Entre os recrutados, metade receberá duas doses do imunizante num intervalo de 14 dias e a outra metade receberá duas doses de placebo, uma substância com as mesmas características, mas sem os vírus, ou seja, sem efeito.

Essas pessoas serão monitoradas pelos centros de pesquisa por meio de exames entre aqueles que tiverem sintomas compatíveis à COVID-19. Assim, poderá ser verificado posteriormente se quem tomou a vacina ficou de fato protegido em comparação a quem tomou o placebo.

Entre as unidades do estado de São Paulo responsáveis pelos testes estão o Instituto de Infectologia Emílio Ribas e Hospital Israelita Albert Einstein, também na capital paulista; a Universidade Municipal de São Caetano do Sul, Hospital das Clínicas da Unicamp (Campinas), Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto.

As doses nos voluntários serão aplicadas por profissionais da Famerp, que vão acompanhar os pacientes para verificar a eficácia da imunização e se houve algum efeito colateral.

O governo do Estado de São Paulo investiu 85 milhões de reais para a realização do estudo e a expectativa é de que a vacina esteja disponível no SUS até junho do ano que vem.

(Informações Governo São Paulo)