O presidente Bolsonaro surge como esperança de mudanças para um país com menos corrupção. Foto Exame

Jair Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil com 55% dos votos válidos, neste domingo (28). O capitão reformado do exército e deputado federal desde 1991 será o 38º presidente do país a partir de primeiro de janeiro de 2019. Ele recebeu 55,13% dos votos válidos, enquanto seu adversário, Fernando Haddad (PT) teve 44,87%. Em seu discurso da vitória, ontem (28), o eleito afirmou que seu governo “será um defensor da Constituição, da democracia e da liberdade”.

Será um governo com grandes desafios. O primeiro será a reforma da Previdência. Mas, o principal será negociar com o Congresso, sempre ávido por troca de favores. O brasileiro votou esperando o fim do PT, que representa corrupção em larga escala e na esperança de ver mais ética na política. Nas redes sociais já se propaga que “se ele não prestar tiramos ele de lá”. O brasileiro parece ter descoberto a força das massas em busca do que é melhor para seu país. Tomara.

João Dória: novo governador de SP surge como a mais forte liderança do PSDB. Foto Lide Rio Preto

Em São Paulo o PSDB venceu com João Dória, que teve 51,75% dos votos contra Marcio França (PSB), que teve 48,25%.

No Rio de Janeiro, o ex-juiz Wilson Witzel, do PSC, desbancou o ex-prefeito Eduardo Paes. No Rio Grande do Sul, o tucano Eduardo Leite, de 33 anos, será o governador mais jovem do país.

Enquanto que o Rio Grande do Norte, o PT levou com Fátima Bezerra. O PT será o partido que controlará o maior número de estados, 4 ao todo, enquanto que o PSDB governará o maior número de habitantes.

Para a macrorregião de São José do Rio Preto, a eleição de Dória representa fortalecimento dos tucanos, que mesmo sem mandatos de deputado, irão comandar as principais secretarias e órgãos regionais do Estado. A derrota de Márcio França enfraquece nomes de peso como Orlando Bolçone e Valdomiro Lopes e representou um golpe pesado sobre a meta do PSB de se fortalecer em São Paulo. Márcio vai concluir seu mandato de governador de Sâo Paulo (que assumiu por ser vice de Geraldo Alckmin) e retorna à São Vicente até definir o futuro político.

Nos bastidores, os políticos derrotados ainda buscam uma explicação para a votação pífia desta eleição 2018. Depois de décadas, Rio Preto ficará sem deputados e terá que contar com a boa vontade de Dória e o poder de articulação dos Vaz de Lima para conseguir recursos nos próximos 4 anos.

Com o novo cenário, a sucessão para prefeito em 2020 surge como uma incógnita.