Com meio milhão de habitantes, Rio Preto ficará sem representantes na Assembléia Legislativa e Câmara dos deputados.

Considerada a 3a. melhor cidade do Brasil para se viver, São José do Rio Preto, retrocedeu em representatividade política nesta eleição 2018. A maior cidade da região Noroeste, sede de uma macrorregião com 120 municípios, não elegeu nenhum deputado estadual ou federal. O único eleito é Luiz Carlos Motta (PR), que tem domicílio eleitoral em Rio Preto, mas atua em outros municípios com a Federação dos Comerciários.

Nomes de peso da política local, que figuravam há décadas como os principais articuladores de recursos e projetos junto aos governos estadual e federal foram excluídos da cena política pelos próximos 4 anos. Vaz de Lima (PSDB), Orlando Bolçone (PSB), Valdomiro Lopes (PSB), figuras emblemáticas da cena política rio-pretense, agora deverão que se empenhar para eleger o governador de suas respectivas siglas.

Até o prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo (PMDB) saiu chamuscado do pleito: seu filho Edinho Filho (MDB) não conseguiu chegar à Assembléia Legislativa e seu vice, o médico Eleuses Paiva (PSD), apesar de bem votado, não conseguiu uma vaga de federal.

O clima era de surpresa ontem (7) entre as equipes políticas, após a apuração. Atribui-se o cenário ao efeito Bolsonaro, à gana por renovação que mobilizou os brasileiros, após a enxurrada de denúncias de corrupção propagada pela Operação Lava Jato.

Em Bauru, cidade de porte semelhante a Rio Preto, o resultado foi outro: o município, que estava há 20 anos sem deputado federal, elegeu o ex-prefeito Rodrigo Agostinho (PSB). Mas, para estadual, a cidade ficou sem representante: o médico Pedro Tobias (PSDB) desistiu de disputar a eleição e lançou o empresário Caio Coube, que não conseguiu chegar. Suéllen Rosim (Patriota), conseguiu se classificar como suplente.

Em Rio Preto haverá polarização na briga pela eleição de governador, um grupo irá trabalhar por João Dória (PSDB) e outro por Márcio França (PSB). Todos, que desejarem se manter na política, terão de buscar manter representatividade para viabilizar um voo na próxima eleição de prefeito, em 2020. Só conseguirão sucesso se tiverem algum canal ativo com o novo governo. A campanha pelo segundo turno começa hoje, mas 2020 é a próxima meta dos que ficaram sem mandato e não querem cair no ostracismo.