Veneno da vespa do cerrado pode se tornar antibiótico contra superbactérias

Pesquisadores da Unesp de Rio Preto acabam de divulgar o resultado de uma pesquisa que pode ser a solução contra as superbactérias. As pesquisadoras  do Laboratório de Estudos em Peptídeos do Departamento de Química e Ciências Ambientais do Campus de São José do Rio Preto, doutoranda Danubia Batista Martins e a professora Marcia Perez dos Santos Cabrera são as autoras do trabalho.

De acordo com as cientistas, o veneno da vespa Polybia dimorpha, que habita o cerrado brasileiro, contém um ingrediente que pode ser parte da resposta para um dos problemas mais importantes de saúde global: a guerra contra as superbactérias.

Quando entra em contato com a célula bacteriana, esse ingrediente – um peptídeo, molécula que pode ser sintetizada quimicamente– fura a parede celular, causando dano estrutural grande o suficiente para matar os micróbios.

Sabendo desse potencial, pesquisadores do Instituto Butantan, da UnB e da Unesp resolveram investigar se o peptídeo –batizadao de polydim-1, em homenagem à vespa– seria eficaz contra bactérias resistentes a múltiplos antibióticos.

O assunto já ganhou destaque nacional e foi tema de matéria da Folha, no último dia 21.