Rosane em entrevista a Frederico Tebar, ontem no Riopreto shopping.
Rosane em entrevista a Frederico Tebar, ontem no Riopreto shopping.

Rosane Collor (51 anos), a ex-primeira dama da era mais conturbada da política nacional (antes de Lula) disse ontem (14) ao Política e afins, que embarcou no sonho de seu então marido Fernando Collor de ser Presidente porque era muito jovem e apaixonada. “Eu tinha só 24 anos. Eu acho que ele até pensava em fazer alguma coisa pelo Brasil. Mas, quando assumiu, o poder subiu à cabeça”. Rosane faz questão de ser chamada Rosane Malta. “ex-Collor, por favor”, pede. A pendenga judicial pelos bens (decorrente da separação), ela diz que já dura 12 anos. “Sou uma mulher que foi abandonada. O casamento acabou, decidimos pela separação. Mas, quando uma mulher é abandonada, ela tem que lutar por seus direitos e sou exemplo para muitas mulheres que foram abandonadas no Brasil”, diz ela.

Magia Negra

Rosane veio a S.J.Rio Preto para lançar seu livro Tudo o que vi e Vivi e participar de um evento em homenagem às mulheres, realizado pelo jornalista Frederico Tebar, no Riopreto shopping. Num dos trechos do livro ela cita os rituais de magia negra, com sacrifício de animais, que Collor fazia na Casa da Dinda. “Sim, ele praticava rituais de magia negra. Eu não participava, mas era conivente, sabia e aceitava. Então tudo que você faz, volta para você. Eu paguei um preço por isso também”. Rosane considera que as tragédias que se abateram sobre os Collor como a morte da mãe do ex-presidente  e o câncer de Pedro Collor têm a ver com esses rituais. Inclusive a perda de mandato do marido. “Hoje sou outra pessoa e estou lutando pela minha vida. Vou lançar outro livro em breve”. Questionada sobre qual será o tema dessa publicação, ela desconversa. “Ainda não sei, mas voltarei a Rio Preto para apresentar a vocês”.

Saiba

O casal no dia da posse, em 1990.
O casal no dia da posse, em 1990.

Fernando Collor se elegeu Presidente da República, em 1990, prometendo acabar com os marajás do Brasil. Ficou no cargo dois anos. Renunciou à Presidência em 19 de dezembro de 1992, após ser denunciado por corrupção. Preferiu renunciar a ficar inelegível por 8 anos. Voltou a se candidatar em 2007 e é Senador pelo Estado de Alagoas. Foi casado 3 vezes: primeiro com Lilibeth Monteiro de Carvalho, depois com Rosane Malta e hoje está casado com Caroline Medeiros.