Terminei de ler “Entre ossos e a escrita”, a biografia da atriz Maitê Proença. Nele ela conta sua infância em Campinas e cita seu trauma maior: a morte da mãe. Porém, confesso: prefiro “Quase Tudo”, autobiografia de Danusa Leão (na foto de capa da extinta Manchete), na qual ela narra sua trajetória de glamour e luxo desde as passarelas francesas até a orla carioca, onde conviveu com os ícones da MPB, Tom Jobim, Vinicus e todos os pais da bossa nova.

Mito

Se um dia pudesse voltar no tempo e escolher nascer de novo pediria para ter nascido Danusa Leão. Pelo privilégio que ela teve de viver na melhor fase do Rio de Janeiro e de ter visto nascer canções como Garota de Ipanema, ali numa mesa de bar onde tomava chopp com a turma. Para quem não leu, fica a dica: Quase Tudo é um livro que mais que narrar a trajetória de Danusa narra o que foi o Brasil da década de 60 e os bastidores do jornalismo carioca. Vale muito a pena.

Olga

Outra biografia instigante é a história de Olga Benário Prestes, a líder comunista que conquistou Luiz Carlos Prestes e teve um fim trágico. Mostra os porões da perseguição dos nazistas aos judeus. Um livro denso, porém muito real e conectado com a trajetória de Luiz Carlos Prestes, o grande líder comunista brasileiro. Para quem gosta de história e fatos reais, uma boa opção.