Nos final dos anos 80, auge do sucesso de Cazuza, ele fez uma música em que cantava “a putinha de Bauru”. Foi uma comoção na cidade, os vereadores fizeram moção de repúdio e tudo mais. Eu, que trabalhava na Rádio Cidade FM, do Gupo Jornal da Cidade, entrevistei o cantor, que foi convidado a mudar a letra da música. Debochado, ele riu na nossa cara. Para ele, Bauru era só mais uma cidade do interior. Cazuza era mimado, filhinho da mamãe e fez o que quis. Irreverente e destemido. Em “Só as mães são felizes”, sua mãe, Lucinha Araújo, conta detalhes de suas loucuras e destemperos. Ele foi um compositor genial, independente das suas atitudes intempestivas. Hoje faz 20 anos que foi levado pela Aids. Assim como Fred Mercury, Sandra Bréa, Lauro Corona e tantas outras celebridades que sucumbiram ao vírus. “Se você pensar que eu estou derrotado, saiba que ainda estão rolando os dados..”; após o lançamento dessa música, intitulada O tempo não para, ele assumiu publicamente a doença, em 1989. Morreu em 07/07/1990. Após sua morte, foram lançados mais dois álbuns: “Por Aí”, com músicas gravadas mas não lançadas nos discos anteriores, e um disco ao vivo gravado durante a turnê de “Se Se For a 2”.

UP Grade

O Roda Viva, da Rede Cultura, terá Marília Gabriela como nova âncora. O programa, um dos melhores de jornalismo político nos canais abertos, se renova para o ano eleitoral.

Pauta

O assunto do dia em Rio Preto é a visita da candidata Dilma Roussef (PT), que chega no início da noite.

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